quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Vivendo a Palavra de Deus no exemplo de João Batista

Vivendo a Palavra de Deus no exemplo de João Batista
Marcos 1:2-8
Resultado de imagem para joao batista o evangelista 
Introdução

O evangelho de Marcos foi escrito muito provavelmente para os crentes de Roma, em sua maioria novos convertidos tornando imperativo que a história da vida de Jesus e os seus ensinos fossem registrados para as futuras gerações. Seu objetivo audacioso era que cada leitor conhecesse a Deus pessoalmente.
Após o cativeiro babilônico, houve um grande silêncio da parte de Deus. Por séculos Deus não enviara mais profetas ao seu povo. Havia apenas a promessa da vinda do Messias e muitos haviam se apegado a tais promessas. É neste contexto de silêncio, que há uma quebra e João Batista entra em cena como o precursor do messias e arauto das boas novas de salvação.

  1. A Palavra de Deus renova a nossa expectativa, a nossa esperança (v.1-3)
Marcos cita os profetas e relembra a fuga do Egito para qualificar e quantificar essa expectativa que havia no coração dos remanescentes fiéis às promessas de Deus e o caráter do mensageiro. Conduzindo por um Anjo no deserto rumo à terra prometida no passado que ia adiante do Seu povo na fuga do Egito, assim é qualificada a expectativa da vinda do Messias com a chegada do mensageiro João Batista (Êxodo 23:20). Ele é o cumprimento da profecia de Isaías (Isaías 40:3). A Palavra está se cumprindo. Havia uma expectativa dormente. Não se trata de qualquer expectativa, mas daquela que aponta para a chegada do Cristo. Ele abre as portas para a entrada do Cristo.

Aplicação pessoal: Como está a tua esperança e expectativas da vida cristã? Onde você tem depositado as suas expectativas? O que tem servido de fonte para a tua esperança? Como podemos ajudar os desesperançados?

O que será que Deus está querendo nos dizer?

I)A Palavra de Deus é sempre verdadeira. Ainda que pareça esquecida ou demorada todas as suas promessas cumprirá. Ele vela por Sua Palavra.
II)A Palavra de Deus é a verdadeira fonte de renovo e esperança. Só há uma maneira de manter a fé viva – pela Palavra de Deus.
III)A Palavra de Deus registra as ações de Deus. Portanto, podemos confiar cegamente em Sua Palavra, pois, ela registra um Deus que intervém na história.
IV)Nosso Deus é um Deus de expectativas. Não aceite viver menos do que uma fé expectante. Uma vida cristã vibrante tem esperança no retorno de Cristo e no céu.

  1. A Palavra de Deus nos conduz a um culto verdadeiro (v.4-6)
João Batista aparece no deserto pregando e batizando. Propositadamente Marcos e os demais evangelhos descrevem João com vestes feitas de pelos de camelo, trazendo uma cinta de couro e se alimentando de gafanhotos e mel silvestre. São as mesmas descrições do profeta Elias (II Reis 1:8). Elias é o profeta que restaura o culto ao único Deus verdadeiro em Israel quando chama para o confronto os profetas de Baal (I Reis 18). Elias denuncia o pecado, chama o povo ao arrependimento e restaura o altar. Elias é o profeta restaurador.
Quando lemos Malaquias 4:5, o profeta Malaquias anuncia o precursor do sol da justiça (Malaquias 4:2) que é uma clara referência a Cristo. Jesus dá testemunho de João (Mateus 11:7-19) e questionado por seus discípulos sobre por que Elias deveria vir primeiro, Jesus responde que Elias veio e este era João Batista (Mateus 17:10-12). Não se trata de uma reencarnação de Elias, mas do que o próprio Elias representou para o povo, isto é, o profeta que repara o altar e restaura o culto a Deus. O que vemos em João Batista, portanto, como precursor da vinda do Messias e restaurador, é um profeta que denuncia o pecado (Mateus 3:7), chama ao arrependimento (Mateus 3:8) e batiza os arrependidos como sinal de seu arrependimento (Mateus 3:6). Claramente o povo estava cansado de uma religião vazia e sem expectativa de vida abundante. Agora está se iniciando um novo êxodo, pois, o povo está se separando de uma vida religiosa fácil e institucionalizada e multidões vão ao deserto para ouvir João Batista. João exige dos seus seguidores uma vida transformada e um discipulado radical. É o mesmo que Jesus exigirá dos seus discípulos.

Aplicação pessoal: Vemos que João Batista é um homem guiado pela expectativa da manifestação de Deus na terra. Ele chama o povo ao verdadeiro culto que é fruto do arrependimento, da confissão e do batismo. O quanto o seu culto pessoal tem sido verdadeiro a Deus? Como está o altar do seu coração? Precisa haver reparo?

O que Deus está querendo nos dizer?

I)Assim como a vinda do Messias exige um preparado para sua chegada, a sua permanência em nossos corações também exige um relacionamento que produz constante transformação.
II)Deus também deseja que todos saíamos do lugar onde há vida religiosa fácil e rumemos, atraídos pela Sua Palavra, ao lugar de arrependimento, confissão e transformação.  
III)Não existe culto verdadeiro se este não for focado na presença de Cristo e fruto de uma vida submetida à Palavra.
IV)Somos chamados a viver em novidade de vida. O altar, cuja oferta somos nós mesmo, precisa sempre estar reparado para que Deus receba o nosso louvor a nossa adoração.

  1. A Palavra de Deus é lida e pregada à luz de Cristo sendo cristocêntrica (v.7-8)
João Batista aparece no deserto como cumprimento da profecia de Isaías apontando para o Cristo (v.3). João Batista chama o povo ao arrependimento para a chegada do Cristo (v.5). João era cristocêntrico. Sua missão tinha um sentido e um propósito – CRISTO. Ele exalta a Jesus e sabemos disto em suas próprias palavras. Os escravos serviam aos seus senhores e lhes desatavam as sandálias. Entretanto, João, diante da dignidade do Filho de Deus, ainda que fosse um escravo, se considerava totalmente indigno até mesmo de desatar as sandálias do Seu Senhor. João Batista descreve a grandeza desse seu Senhor em três aspectos: a) Poder; b) Dignidade; c) Ministério. Vejo algo muito especial aqui. A motivação, a submissão e a humildade de João Batista na sua missão de precursor do Messias. Ele foi bem sucedido em sua missão, pois, ela estava totalmente motivada e calçada em Cristo.

Aplicação pessoal: Onde você tem encontrado poder e unção para viver a vida cristã nos momentos alegres e difíceis? O que mais tem lhe motivado como alguém que tem servido? Onde você tem encontrado poder e unção para realizar o que tem feito como cristão e discípulo e Cristo? O quanto você tem vivido sob o ministério de Cristo, o poder do Espírito?

O que será que Deus está querendo nos dizer?

I)Aos que desejam um ministério frutífero e abençoado, este deve servir aos propósitos de Cristo e sob o poder, a dignidade e o ministério de Cristo.
II)Um ministério bem sucedido e uma vida cristã abençoada é cristocêntrico em tudo o que é realizado. Se a sua vida e o que você faz não tem Cristo como motivação e alvo, certamente você não estará pleno.
III)Jesus derramou seu Espírito como sinal da salvação e é nesse mesmo Espírito que cumpriremos a missão. Sejamos cheios do Espírito Santo e teremos uma vida e um ministério cristocêntrico.

Conclusão


João Batista foi o cumprimento das promessas segundo a Palavra de Deus, o que nos enche de esperança porque a Palavra é fiel e verdadeira. João Batista, como profeta e homem da Palavra guiou o povo para a Palavra restaurando naquelas vidas o culto verdadeiro e a expectativa da chegada do Messias. João Batista tinha consciência de sua missão e sabia que seu dever era uma mensagem, esta, com Cristo no centro. Assim deve ser a nossa vida cristã. Por Cristo, com Cristo e em Cristo, uma vida na Palavra.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Salmo 73 - 24/07/2016 - IMeL Mirandópolis

Células – Uma nova velha estratégia

Células – Uma nova velha estratégia

“Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.” Mateus 9:16-17

Células ou pequenos grupos são um assunto crescente nos nossos tempos. Causa muito temor, haja vista os exageros promovidos em igrejas que abraçaram essa estratégia e que chegou a causar divisão. Entretanto, essa estratégia, que muitos olham com certo temor, não se trata apenas de mais um meio de crescimento.
A passagem bíblica do vinho e do odre explica bem o que está acontecendo.
Sabemos que a nossa sociedade está em transformação e com o avanço tecnológico, mais e mais mudanças ocorrem, de maneira que temos muita dificuldade em acompanha-las. A igreja está inserida neste mundo e tem o desafio de discernir os tempos como os da tribo de Issacar (I Crônicas 12:32) para saber como ela, igreja, sendo o Israel de Deus, deve agir para pregar o Evangelho de Jesus Cristo.
Se por um lado, a sociedade está mais secularizada (deixando Deus de lado), pluralizada (dizendo que as verdades são relativas), privatizada (cada um vivendo por si, buscando a felicidade própria sem valores morais cristãos e se isolando cada vez mais), desconfiada e desacreditada com as instituições, por outro lado, a igreja tem nesses perigos uma grande oportunidade. Sim!
Nunca se viu tantas pessoas com depressão e famílias tão desestruturadas e tantos “desigrejados” que desacreditam da instituição igreja. Temos resposta para isso? Sim! O Evangelho é sempre atual, pois, propõe a cura para o mal do homem que se chama pecado. Porém, não dá para responder aos anseios do homem atual do século XXI usando um modelo que funcionou no século XX.
O vinho novo (evangelho) é sempre atual, mas os odres (estruturas) envelhecem e o evangelho não fica preso a essas estruturas. O evangelho (vinho novo) rompe sim com os odres velhos (estruturas velhas). As pessoas estão carentes de referências e essência. Elas querem significado. Elas querem vida!
Por isso, acredito firmemente que essa crescente de igrejas em células ou pequenos grupos tem oferecido uma reposta tanto para os de dentro como para os de fora da vida da igreja.

Você já parou para pensar que o paradigma atual de igreja tem gerado mais consumidores de culto do que efetivamente discípulos de Cristo? As pessoas “pagam” seus dízimos e exigem que lhes sejam prestados o melhores serviços religiosos. Elas pagam por uma boa pregação, por um bom louvor, por uma bom culto infantil para seus filhos e quando acham que não está com boa qualidade, procuram outro “supermercado da fé” para comprarem serviços religiosos melhores. São verdadeiros consumidores de culto.
Estatisticamente vemos que as igrejas assim possuem 80% de consumidores e 20% de trabalhadores que poderiam estar ganhando vidas e discipulando, mas que estão na verdade procurando forma de manter os outros 80% satisfeitos. Esse definitivamente não é o modelo bíblico de igreja que Jesus tinha em mente quando a inaugurou. Seu imperativo foi: “Fazei discípulos”.
Então, vem a pergunta chave: “De que maneira a igreja pode responder aos anseios da sociedade atual sem que seus membros se tornem meros consumidores, mas que TODOS (sem exceção) estejam ativos como membros no corpo de Cristo?” A resposta é células.

O que são células?

O corpo humano é composto por milhares de pequenas unidades que se juntam para formar o corpo como um todo. Essas unidades são chamadas células. Um bebê tem seu início em uma pequena célula no útero da mãe, então ela cresce e se multiplica em duas células. Essas duas células transformam-se em quatro, as quatro em oito, as oito em dezesseis e assim por diante.
Uma célula transforma-se em um corpo humano, cheio de vida e maravilhoso! Como as células do corpo humano, as células da Igreja são pequenas. Quase não são percebidas, porém, fundamentais. Elas nascem, crescem e, em determinado momento, elas se multiplicam dando vida a outra célula e, desse modo, a Igreja – como o corpo humano - cresce e se estabelece. 1 Coríntios 12:27 “Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo.”
A célula é um grupo de oito a quinze pessoas que formam uma comunidade numa casa semanalmente para experimentar o amor de Deus, para crescer no relacionamento com os outros e para alcançar os incrédulos.

Ativamos o corpo de Cristo levando cada membro a reconhecer que é um ministro. Muitos pensam apenas no pastor como o único ministro. Mas, não é assim. Se Jesus quisesse que somente os sacerdotes fossem ministros, ele não teria escolhidos pescadores e iletrados para serem seus discípulos, mas teria ido à sinagoga ou ao sinédrio e levantado entre os sacerdotes fariseus e saduceus como seus discípulos.
O pastor, na verdade, se torna um capacitador de ministros na comunidade local. Ele deixa de ser um “capelão” que socorre os membros que vivem doentes (problemas e mais problemas), e leva as pessoas a assumirem o sacerdócio universal (I Pedro 2:9). Um membro que é ministro assume um coração de servo para atender aos desafios do Reino.
A visão de uma igreja que trabalha em células é que cada membro seja um ministro e cada casa uma igreja.
Cada casa uma igreja? Sim! A igreja não são as quatro paredes. As quatro paredes se chamam prédio da igreja, local onde a igreja (as pessoas) se reúnem. A palavra igreja significa ajuntamento ou assembleia. Por ser a igreja de Deus, ela é também chamada de assembleia (ajuntamento) dos santos. Ninguém é igreja sozinho. É antibíblico ser desigrejado. A igreja é um corpo vivo. Ela é orgânica, portanto, composta de membros. Somos igreja quando nos reunimos. Em 1 Pedro 2:4-10, o apóstolo Pedro nos ensina que somos a Casa Espiritual edificados sobre Cristo. Cada membro ou ministro é uma pedra viva nessa edificação. Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (Atos 7:48). Ele habita em mim e em você. Nós somos a igreja de Deus juntos. Portanto, quando um grupo de pessoas se reúnem numa casa para desfrutar do poder, da presença e do propósito de Cristo, então, lá naquela casa está a igreja. Paulo diz em Efésios 2:22 que somos edificados para a habitação de Deus no Espírito e que somos templos do Espírito Santo em I Coríntios 6:19. Por isso, eu sou habitação de Deus e quando me reúno com os meus irmãos, somos igreja.

Então vem a pergunta: “Se eu participo de uma célula não preciso ir aos cultos no prédio da igreja?” Claro que deve ir. Pense na igreja (não no prédio da igreja, mas nas pessoas) como um avião. O avião precisa de duas asas para decolar. Uma asa se chama a grande celebração, ou as reuniões que fazemos no prédio da igreja. Para que prédio? O prédio é o lugar onde capacitamos os ministros de Deus e celebramos juntos com todas as células. A outra asa se chama células ou pequenos grupos, onde compartilhamos a vida de Deus e abrimos nossos corações acerca daquilo que Deus falou conosco no domingo, na grande celebração. É nesse ambiente que crescemos em comunhão e preparamos os ministros. Portanto, uma não exclui a outra, mas se completam.

Quais os fundamentos essenciais de uma igreja em célula?

1.Células - O poder, a presença e o propósito de Cristo
As células têm como propósito que seus participantes tanto o não cristão, o novo na fé quanto os mais experientes conheçam a Cristo e cresçam em viver para as expectativas de Jesus Cristo numa realidade constante da sua Presença. Veja que as células não são um fim em si mesmo. Se o propósito da célula não for a presença de Cristo, será apenas mais uma reunião qualquer. Vale destacar que a igreja primitiva não tinha prédios. Os primeiros cristãos se reuniam e viviam como igreja nos cenáculos que eram as grandes salas das casas onde faziam as refeições. A igreja começou num cenáculo (Atos 1:13). A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes foi numa casa (Atos 2:1-2). Mesmo com três mil pessoas, eles conservavam as reuniões nas casas (Atos 2:46). As reuniões nos lares eram uma estratégia evangelística (Atos 5:42; Atos 10:24-48). A perseguição da igreja aconteceu nas casas porque a igreja era nas casas (Atos 8:3). Saulo foi curado e restaurado numa casa (Atos 9:17-19). Batismos aconteciam nas casas (Atos 9:36-41; Atos 16:30-33). Repetidas vezes Paulo encerrava suas cartas escrevendo direcionado à igreja na casa de alguém (Romanos 16:5; I Coríntos 16:19; Filemon 1-2). A presença e o poder de Cristo se manifesta onde a igreja (pessoas) está reunida.

2.Células - Teologia da igreja em células
No caminho do discipulado cristão um a um e no compartilhar das células, a teologia da igreja em células não é diferente de numa igreja que se diz evangélica, isto é, sua mensagem está centrada na cruz de Cristo, e sua humilhação, bem como o caminho da glorificação. A mensagem da cruz fala de serviço e viver em células é viver para servir tanto ao não crente como aos irmãos. Viver uma vida de fé e serviço só é possível através da cruz, do negar-se a si mesmo por amor a Deus e ao próximo. As células são ambientes propícios para crescermos na vida espiritual poderosa e vibrante em serviço.

3.Células – Cuidado pastoral, discipulado e saúde espiritual
Para o verdadeiro conhecimento da natureza, caráter e ministério de Jesus, é necessário uma vida individual e comunitária saudável. É indiscutível que vemos os grupos pequenos e células, dentro do Corpo maior de Cristo, como o melhor ambiente para o nascimento, discipulado, encorajamento e cuidado dos crentes. (§ 6060 item 6 do Manual da Igreja Metodista Livre).
John Wesley, o fundador do metodismo, tinha tanta convicção de que esse ambiente era saudável que fundou as sociedades, classes e bandas.
As classes de Wesley eram como nossas células. Veja: Wesley viu a oportunidade pastoral que se apresentava pela estrutura prática das classes: os líderes das classes (indicados por Wesley: “aqueles em quem posso confiar”) se tornaram guias espirituais de seu grupo. Wesley, sempre que possível, se reunia com os líderes semanalmente. A Sociedade de Londres tinha nessa época mais de mil membros, e esse método ajudou Wesley a vencer as dificuldades de poder conhecer cada pessoa nas sociedades que cresciam rapidamente e estender o toque pessoal de sua supervisão pastoral (e disciplina). Por razões as mais variadas, tornou-se mais vantajoso reunir os membros das classes do que visitá-los em suas próprias casas. Desse modo, como Wesley disse: “uma inquirição mais completa foi feita sobre o comportamento de cada pessoa... conselhos ou reprovações eram dados sempre que exigidos, as brigas foram apaziguadas, desentendimentos foram removidos; e depois de uma hora ou duas passadas neste serviço de amor, eles concluíam com preces e ações de graças” (Societies, 262).
As classes (...) continham todas as pessoas da sociedade, não apenas aquelas que voluntariamente se agrupavam. Permitiam o exercício da disciplina entre toda a sociedade. (Heitzenrater, 1996, p. 117-119)

4.Células – Treinar para evangelizar, liderar e Multiplicar
O projeto de Deus é que o evangelho se expanda a todas as nações. Deus quer filhos! Os crentes devem ser preparados para viverem e proclamarem as Boas Novas e gerar esses filhos para Deus. O que mais traz alegria a Deus não são os nossos cultos avivados e boas músicas, danças e boas pregações. Não! O que traz alegria a Deus e ao céu é um pecador arrependido se convertendo a Cristo. Basta ler Lucas 15:7. Isso condiz com a ênfase na evangelização e no discipulado. Vivemos na prática essa capacitação através das células, ganhando pessoas para Cristo, edificando-as, consolidando-as e enviando-as para fazer novos discípulos.
Entendemos que para isso, cada ministro (cada membro) deve fluir nos cinco ministérios de Efésios 4:11. Eles devem ser preparados para no ambiente da célula evangelizar, cuidar (pastorear), ensinar (o mestre), profetizar (edificar, consolar e exortar) e enviar ou ir, que é o aspecto apostólico. Não entendemos como títulos, mas como funções que todos os ministros em alguma medida já exercem. Você já consolou alguém certamente. Você já aconselhou alguém certamente. Você já falou de Jesus para alguém certamente. Você já tirou dúvidas sobre a bíblia para alguém certamente. Perceba que é mais simples do que imaginamos. A evangelização, a formação de líderes e a multiplicação é algo natural de uma igreja saudável.

Concluo desafiando você a assumir sua identidade de ministro e liderar uma célula. Cumpra a grande comissão! Gere filhos para Deus e faça a diferença.

No amor de Cristo,
Rodrigo Rodrigues Lima, Pastor

Igreja Metodista Livre de Vila Moraes

domingo, 24 de julho de 2016

MINISTROS DA NOVA ALIANÇA - II Coríntios 3:6

MINISTROS DA NOVA ALIANÇA
II Coríntios 3:6

É muito cômodo estar sentado no banco apenas recebendo a prestação de um serviço espiritual. Você é ministro, é membro do corpo e também precisa de funcionar.
Cada membro é um ministro e praticamos isso mais efetivamente nas células. Porém, é preciso compreender que somos ministros segunda-feira na escola, na terça-feira no trabalho, na quarta-feira em casa e assim por diante. Todos os dias você é um ministro e uma ministra de Deus. Isso é impactante e poderoso. Se todos os membros entenderem isso, a igreja cumprirá sua missão efetivamente. Isso não é uma visão do Pastor Rodrigo, mas é a visão do Novo Testamento – CRISTO EM VÓS. Deus habitando em nós. Somos raça eleita, sacerdócio (ministro) real.
Nossa visão é sermos uma comunidade bíblica saudável multiplicando discípulos, líderes, células e igrejas. Cada membro é um ministro de Deus.
Nós somos ministros do Novo Testamento, mas na prática muita gente vive no Antigo Testamento. Não dá para sermos ministros do novo com mentalidade do velho. Vamos ver as diferenças do velho e do novo testamento e nos perguntemos em qual situação nos encontramos:

1.No VT existe visitação. No NT existe habitação. (Efésios 2:22; I Coríntios 6:19)
Deus visitava e agia em momentos pontuais. Hoje, Deus habita em nós. Na teoria todos nós sabemos que somos habitação. Você crê que é habitação de Deus? Doutrinariamente cremos, mas na prática você crê que Ele habita em você todo dia e toda hora? Por exemplo: Suponhamos que seu patrão ligue no teu ramal a empresa e diz que precisa que você ore por ele porque o ambiente está pesado. Se você não tem mentalidade do Novo Testamento, o que vai acontecer com você? Certamente ficará apavorado e pensará em arrumar uma desculpa ou perguntará ao seu patrão se você pode chamar o pastor. Aí você pensa: “Poxa vida. Justo hoje que eu não acordei bem para orar. Justo hoje em que eu fiquei irado no trânsito. Como é que eu vou orar?” Então, a pessoa pensa que tem que ir ao banheiro orar para se consertar porque ela não se sente preparada.” É assim que os crentes na sua maioria vivem. Eles nunca se sentem pronto porque Deus vai e volta. Eles não vivem como habitação de Deus.  Isso é mentalidade de Antigo Testamento! Porque se você tem mentalidade de habitação, você orará e Deus vai abençoar sua empresa, sua casa, sua família, seu trabalho, enfim. Porém, muitos crentes pensam e agem como se Deus saísse e voltasse. Muita gente vem para o culto assim. Vem para o culto esperando uma visitação. Igreja, em João 15 diz que estamos enxertados na Videira Verdadeira! É Cristo em vós. Ficam sempre com a sensação de que não estão prontos para orar, expulsar demônios etc, porque a mentalidade é de visitação e não de habitação. O problema é que acreditamos que tudo depende da nossa performance. Você tem que fazer tudo certinho para Deus estar com você. Você é que não acredita que Deus habita em você! O Espírito Santo habita em você. Não vivem a promessa de Jesus que diz: "Estou com vocês todos os dias." Mateus 28:20. A frase é: “Não estou preparado”. Por quê? Porque você não se vê santinho porque não está fazendo as coisas certas. Muito bem. Na cabeça de gente assim o Espírito vai e vem. O Espírito não está lá.
Irmãos, com esse tipo de ministro nós vamos avançar para onde? Na LEI você cumpre, é abençoado. Você não cumpre, é amaldiçoado. No Novo Testamento sua justiça não vem das obras da LEI, mas pela fé. “Ninguém pode agradar a Deus por esforço próprio, cremos no Messias para sermos justificados por Deus.” Gálatas 2:16 (A MENSAGEM). Sua fé depende dos seus méritos próprios, da sua justiça própria ou dos méritos e da justiça de Cristo? Eu sou habitação de Deus.

2.No VT se adorava a Deus em Jerusalém. No NT é em Espírito e em Verdade. (João 4:23-24)
Na mentalidade do velho testamento você adora a Deus em um lugar. A proximidade com Deus era geográfica. O judeu não podia adorar em qualquer lugar. Ele tinha que ir à Jerusalém e oferecer sacrifícios lá a Deus. Por isso, o salmista queria habitar na casa do Senhor. No Novo Testamento Deus não habita mais no prédio da igreja. O local onde nos reunimos é apenas o prédio da igreja. Isso não fui eu quem disse, mas Estevão. Ele disse: “Entretanto, não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas.” Atos 7:48. Como chamar o prédio da igreja de Casa de Deus? O local onde a igreja se reúne não é Casa de Deus. Casa Deus são as pessoas, a verdadeira igreja reunida, as pedras vivas. Veja comigo I Pedro 2:4-10. Somos o lugar onde Deus habita. Você e eu somos “casa ambulante de Deus”. Veja: 1) Você não pode estar mais perto de Deus do que você está. Ele está dentro de você. Somos habitação. Porém, com mentalidade do Antigo Testamento pensamos que quando pecamos ele não está mais em nós. Um dia, John Wesley tratando sobre o pecado na vida dos crentes escreveu: Em II Coríntios 5:17 diz que somos novos criaturas e as coisas velhas se passaram. Todos esses se tornaram inegavelmente novos; grandemente mudados do que eles eram; e, ainda assim, embora eles sejam novos, eles não estão totalmente novos. Ainda, ele sente, para sua tristeza e vergonha, restos do velho homem, também a decadência manifesta de seus temperamentos e afeições, anteriores, posto que eles não podem obter vantagem alguma sobre ele, por quanto tempo ele vigia junto à oração.” Portanto, devo crer pela fé! Deus habita em mim e não sairá de mim mesmo que restos do velho homem se manifeste por um momento. John Wesley ainda dirá: “todo bebê em Cristo é santo, e ainda assim, não completamente. Ele está salvo do pecado; ainda assim, não inteiramente: O pecado permanece, embora não reine.” Vamos fazer a prova dos 9: “Há alguém aqui que não se irou essa semana novamente? Porém, compreenda querido que você não é mais escravo e é justificado pelos méritos de Cristo. Você é um ministro de Deus e se arrepender do seu pecado. Aí irmãos, o culto vira uma verdadeira agonia! As pessoas chegam aqui tentando “trazer” a Presença de Deus. Quem aguenta viver desse jeito? O fardo fica muito pesado. Você fica fazendo força para Deus vir: chorar, arrepender etc. Quem vive assim sempre se sente só e sempre tem medo de uma confrontação espiritual. Irmãos é pela fé!

3.No VT a unção era derramada somente sobre reis, sacerdotes e profetas. No NT a unção é sobre todo crente. (I João 2:20; 27)
A unção é o Espírito Santo (I João 2:20; 27). O Espírito Santo permanece em nós. A unção que recebemos permanece em nós. Os ministros de Deus no Novo Testamento tem a unção sobre a sua vida. Se você errar, Ele o corrige. Tem gente que pensa que o pastor consegue ter unção toda semana mesmo tendo lutas e ele não. Porém, a unção permanece não por causa do título. O pastor simplesmente crê. Se você brigou ou se chateou, a unção continua. Esse negócio de sentir é um problema. Não se anda pelo que sente e vê. Se anda pela fé! Pelo que crê! Deus habita na vida do ministro e da ministra de Deus. Vivemos pela fé na Palavra. Ela é fiel.
Irmãos, precisamos ter clareza. Quando você entregou sua vida a Jesus, o Espírito Santo passou a habitar em você. Agora o convite é para você desenvolver um relacionamento íntimo e pessoal com Cristo, por meio do Espírito que habita em você. Você se torna parecido com aquele que você convive. Na medida que você cresce no seu relacionamento com Deus, você se torna Santo como Ele é. Seus valores são reordenados e na prática você vive na unção de Cristo vivendo a verdade de Deus. Andai no Espírito! Vivei no Espírito! Essa unção não é um iô-iô. Mas, tem gente que acredita que a unção é fruto de desempenho. Não! É fé! É relacionamento. Você é um ministro de Deus e a unção está sobre você.

4.No VT havia intermediários entre Deus e os homens, a classe sacerdotal. No NT todos são feitos sacerdotes (I Pedro 2:9).
Sacerdote significa ministro. Somos ministros de Deus (II Coríntios 5:19). Enquanto acharem que somente o pastor é ministro, a visão não terá efeito. O pastor não está em todos os lugares. O pastor não está no seu trabalho, mas você está. Portanto, lá no seu trabalho está um ministro e uma ministra de Deus. E Deus habita nesse ministro e nessa ministra. Deus ouve a todos os ministros Dele. Por isso você pode liderar um célula e ministrar sobre as pessoas. Você não está no Antigo Testamento. Na prática tem gente que pensa como católico. Você precisa de uma pessoa “X” revestida de autoridade (como se o cristão não tivesse autoridade em Cristo), para resolver seu problema. Na mentalidade católica você procura um santo “x” para uma causa “x” para ter sua solução. Aí você diz: “Eu não penso assim.” Quer ver? Tem gente que pensa que só a oração do pastor tem poder porque ele é a autoridade. Preste atenção meu irmão: Se Jesus quisesse conceder super-poderes a um grupo de clérigos, ele não teria chamado pescadores humildes e simples, mas ele teria ido ao templo e escolhido discípulos entre os sacerdotes. Não estou dizendo que não há poder quando oramos uns pelos outros, mas o problema é fazer de pessoas com títulos nossos intermediários. Isso atrapalha imensamente a visão de que cada crente é um ministro. Isso é terrível! As pessoas começam a achar que líderes são melhores do que outros. É indiscutível que Deus concede dons espirituais de cura, palavras de conhecimento etc, mas isso não faz de uma pessoa mais especial do que outra. Quem muda a sua vida não é uma pessoa, mas Deus. Fale com Deus! Homem nenhum muda sua vida. Seja um ministro e seja um discipulador que transmite a visão de que todos são ministros.

Que Deus levante um exército de ministros neste lugar.

Perguntas para reflexão:
1. Em Cristo Jesus você é um ministro. O que lhe impede de se ver como um ministro e uma ministra de Deus?
2. O que mudará na sua atitude daqui em diante como ministro e ministra da Nova Aliança? Deus te chamou para gerar. Cite lugares e dias onde você é um ministro.
3. Seu líder está lhe preparando para que assuma uma posição de ministro. Leia II Timóteo 1:8. Leia esse texto para um irmão e profetize esta palavra na vida dele.


domingo, 19 de junho de 2016

Crise – Uma oportunidade para ver o poder de Deus agir

Crise – Uma oportunidade para ver o poder de Deus agir
I Samuel 16:13; 17:4-11

INTRODUÇÃO

Fale-se muito de busca de poder em nossos tempos. Acredito que nunca se fizeram tantas campanhas sobre busca poder, entretanto, nunca se viu tanto descrédito aos evangélicos como nos dias de hoje. O fato é que os homens estão cheios de si e Deus está pouco em evidência.
Mas o que é poder? No dicionário Houaiss existem milhares de idéias e exemplos para definir a palavra PODER, aliás, esta é uma palavra que soa gostoso no íntimo do ser humano. Os experimentados afirmam que 3 coisas derrubam um homem: DINHEIRO, SEXO E PODER.
Porém, o poder que o homem mundano procura é completamente diferente do poder de Deus. John Owen, renomado teólogo puritano do século XVII afirmou que:
Não teremos nenhum poder de Deus, a não ser que sejamos convencidos de que não temos nenhum poder em nós mesmos.
A passagem que lemos mostra um jovem que recebeu poder de Deus, isto é, o Espírito de Deus que passou a nele habitar, Davi. Entretanto esse poder se manifesta em um momento de crise de uma nação. Li um livro onde o autor escreveu o seguinte título: Você pede poder e Deus lhe concede pressão, isto é, crise. Há muitas reflexões sobre esta passagem especificamente, especialmente acerca de superação de lutas, temos aqui evidências preciosas de uma pessoa que tem uma vida de poder como Davi dentro dos conceitos aqui definimos.

Uma pessoa diante da crise vê o poder de Deus agir quando:

1.Vê a crise como divinas oportunidades (v. 24; 26)
I.Os homens viam um gigante X Davi via um incircunciso filisteu, isto é, um homem fora da aliança de Deus que, portanto, não tinha a benção de Deus em contraste com seu povo escolhido. A VISÃO do homem cheio do poder de Deus está vendo a crise com as perspectivas de Deus. Assim foi com Josué e Calebe em contraste com os demais espias enviados à terra que deveriam possuir.
II.Os homens fugiam (FUGA) X Davi se enchia de coragem em Deus para enfrentá-lo. Ambrosie Bierce certa feita disse: “O covarde é ágüem que em emergências perigosas pensa com as pernas.A FUGA é uma característica muito comum de pessoas que não estão cheias do poder de Deus. Fogem das responsabilidades, fogem dos problemas, saem de casa, abandonam casamentos, famílias, mudam de igreja, param de vir a igreja...a FUGA não é o método de Deus. Provérbios 24:10 diz: “Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena”. Entretanto Davi era um homem cheio de coragem. Podemos afirmar como outro teólogo, C.T. Studd: “Não posso suportar a covardia. Recuso-me a fazer do meu Deus e Salvador uma mera ficção”.
Davi foi um homem cuja sua coragem provinha de seu profundo relacionamento com Deus. O próprio Davi que escreveu o Salmo 144 relatou: “Bendito seja o SENHOR (adora) rocha minha (lugar seguro), que me adestra as mãos para a batalha e os dedos, para a guerra (que treina para a guerra); minha misericórdia e fortaleza minha, meu alto refúgio e meu libertador (valente libertador), meu escudo, aquele em quem confio e quem me submete o meu povo (protetor da sua vida). É ele quem dá aos reis vitória; quem livra da espada maligna a Davi, seu servo.”
III.Os homens temiam o gigante X Davi temia a Deus - John Witherspoon, proeminente ministro presbiteriano disse: “Somente o temor a Deus pode livrar-nos do temor dos homens.” Apenas homens e mulheres cheios do poder de Deus compreendem essa verdade. A quem você tem temido? NÃO HÁ LIMITES PARA AQUELES QUE VIVEM UMA VIDA DE PODER, POIS, O PODER DE DEUS QUE NELES HABITA NÃO TEM LIMITAÇÕES. Portanto, uma pessoa cheia do poder de Deus enfrenta as adversidades como divinas oportunidades.

Uma pessoa diante da crise vê o poder de Deus agir quando:

2.A crise da auto-estima é superada na dependência de Deus (v. 28-29; 33; 42-44)
I.Davi enfrentou 3 julgamentos: a) Eliabe (v. 28-29) – Inveja; ciúmes; ira; crítica: Sua reação (v.30) – Separou-se dele. Não dar ouvidos é uma grande sabedoria. Eclesiastes 7:21 diz: “Não apliques o teu coração a todas as palavras que se dizem...” Jesus foi expulso de sua cidade, Nazaré pelos seus próprios pares. Jesus foi crucificado por seu próprio povo. Natanael disse: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?” b) Saul (v. 33) – Foram feitas COMPARAÇÕES com Golias. I.) Comparações físicas; II.) Comparações de habilidades de guerra; III.) Comparações com o tempo de preparo. “Guerreiro desde a mocidade”; IV.) Sua reação (v. 34-37): Ele revelou ter coragem; Força física; Dependência de Deus. Davi sabia quem era em Deus! O Senhor não faz comparações físicas, o Senhor não avalia habilidades de guerra e não considera a capacidade humana. Desde a escolha de Davi, ele teve de lidar com comparações, porém, Deus disse a Samuel quando achou que Eliabe, pelo seu porte era o escolhido: “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração.” (I Sm 16:7)
Princípios que aprendemos: a) O Espírito de Deus nos dá a habilidade e a capacitação que precisamos; b) No Reino de Deus os parâmetros não são mundanos, entretanto, cheio de paradoxos; c) A convicção do que somos e quem Deus é e do que Ele pode fazer nos leva a superar comparações. II.Golias (v. 42-44) – Desprezo; Zombaria; Maldição; Ameaça. O filisteu desprezou Davi a) Por ver seu tamanho. Ele se sentiu ofendido. “Não tem alguém maior do que esse moleque?” b) Pelas armas que ele (Davi) escolheu para usar. Golias era experimentado na guerra. Estamos sujeitos ao desprezo pela nossa idade, pela nossa incapacidade humana, pelo nosso tamanho físico, pela nossa eloqüência, pela nossa história, pelo nosso passado, etc. Pedro e João foram vistos com desprezo pelo Sinédrio: “Ao verem a interpridez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se” (At 4:13a). Qual foi a reação de Davi? Sua reação (v. 45-47): a) Tu vens com armas X Vou contra Ti em nome do Senhor dos exércitos; b) Tu me ameaças X O Senhor te entregará nas minhas mãos; c) Amaldiçoas-me por seus deuses X Saberão que há Deus em Israel; d) O SENHOR SALVA sem armas humanas.

Uma pessoa diante da crise vê o poder de Deus agir quando:

3.A crise das comparações dá lugar a uma convicção de que o que somos e temos vem de Deus (v. 38-40)
I.Saul põe em Davi o que é seu (v. 38). Em primeiro lugar vemos que as pessoas tentam por em nós o que elas acham que precisamos ter, ou nos comparam com outros dizendo a nós o que devemos fazer. Isso é uma crise. Veja o que Saul faz com Davi: a) Sua armadura; b) Seu capacete; c) Sua couraça; d) Sua espada. As pessoas olham para nós esperando que supramos suas expectativas, Intelectualmente; Fisicamente; Profissionalmente. Muitas pessoas olhavam para Jesus e cada um de alguma forma: Na trecho do evangelho conhecido como a confissão de Pedro vemos isso Mateus 16:13-20: Comparam Jesus a João Batista; Elias; Jeremias; Algum dos profetas. As pessoas tinham expectativas errôneas quanto ao Messias. “E vós, quem dizeis que sois?”.
Quando queremos superar as expectativas das pessoas e aceitamos as imposições delas; a) Não saímos do lugar; b) Nos frustramos; c) Decepcionamos e somos decepcionados. Por que existem tantas pessoas frustradas na vida profissional, na vida ministerial e na vida familiar? Porque desperdiçamos oportunidades; Porque temos expectativas muito altas; Porque nos preocupamos como o que os outros pensam acerca de nós e nos comparamos. NOSSA FRUSTRAÇÃO MUITAS VEZES É FRUTO DE NOSSA FALTA DE INTIMIDADE COM DEUS. Deus é Deus de paz e não de confusão. Na falta de paz, confundimos a voz de Deus e causamos é muita confusão para nós e para os outros. A batalha estava acontecendo, mas Davi estava seguro em Deus. Saul era precipitado, mas Davi tinha paz. E então, o que fazemos?
I.Colocamos máscaras: Máscara do legalismo; Máscara da autoconfiança; Máscara da Piedade; Máscara do povo zeloso e de boas obras. Davi poderia ter dito: Eu não lutarei, porque vocês não sabem lutar. Por que? Porque poderia se comparar. COM ISSO NÃO CONSEGUIMOS ANDAR. Porém, como Davi estava cheio do Espírito de Deus: Ele tirou aquilo de sobre si (v. 39). Ele foi como pastor para a guerra e não como guerreiro: a) Ele estava com o seu cajado; b) Ele pegou a sua funda; c) Selecionou algumas pedras.
Deus usa aquilo que somos, quando não queremos superar expectativas de ninguém e muito menos sermos aquilo que não somos. O que habilita Davi para a guerra não é a sua capacidade, mas a sua FÉ.
Precisamos nos despir daquilo que pesa sobre nós e que não nos permite andar: I. Tirar as máscaras a) Há alguém que falha? b) Há alguém que erra? c) Será que estamos num desempenho de cristãos? Todos parecem tão forte que não é possível haver fracos e então precisamos fingir que somos fortes para sermos aceitos, porém, colocamos uma redoma de vidro em volta de nossas fraquezas. II. Definir o que somos a partir de Deus e não do outro - Lucas 18:9-14 – Parábola do fariseu e do publicano; III. Encararmos a realidade da vida cristã, portanto sermos pessoas e não personagens. Muitos querem viver uma vida cristã de cinema e viram personagens. Personagens não tem defeitos e nem problemas, mas pessoas tem defeitos e problemas; Personagens buscam identidade em pessoas, mas pessoas buscam identidade em Deus; Personagens buscam aprovação dos outros, mas pessoas são aprovadas por Deus; Personagens focam estruturas, mas pessoas focam pessoas; personagens relacionam-se por interesse, mas pessoas se relacionam por amor e amizade; personagens usa as pessoas, mas pessoas ama pessoas; personagens tem visão de grandeza, mas pessoas tem visão de servo; personagens tem sua vida baseada no fazer coisas, mas pessoas tem sua vida baseada no gerar e no SER DE DEUS.

Vivemos diante de crise sim, mas crise de integridade nas igrejas e crises internas porque não sabemos o que somos e o que Deus quer de nós. Aquilo que somos e fazemos deve ser baseado na nossa relação com Deus e ao numa representação. DAVI FOI BEM SUCEDIDO PORQUE FOI SEMPRE O QUE FOI. Temente a Deus! Deus é quem define o que fazemos; Deus é quem define o que seremos; Deus é quem define o nosso valor.
Rodrigo Rodrigues Lima
Pastor





domingo, 12 de junho de 2016

A crise das comparações - Salmo 73

A crise das comparações
Justo X Ímpio
Salmo 73

Por que o ímpio prospera e o por que o justo é castigado? Por que as pessoas que fazem o mal não recebem imediatamente o castigo de Deus e aqueles que fazem o bem, a recompensa merecida? Por que pessoas boas recebem o mal e pessoas más recebem o bem? Por que homens como cheios do Espírito como João Batista são presos e degolados e reis como Herodes estão no trono? Por que pessoas que não se privam do fazer o bem e estão tão bem? Por que pessoas que se provam de fazer o mal estão tão mal? Vamos ver Jó 21:-1 na versão A MENSAGEM.
Asafe relata de como ele quase caiu. Um homem justo, sincero e temente a Deus quase perde a fé e quase quebra seu relacionamento com Deus como que numa catástrofe espiritual.
Asafe faz comparações terríveis. O problema das comparações é que você não tem a visão do todo de uma situação. Outro problema é que comparamos defeitos e coisas ruins suas com qualidades e coisas boas dos outros. Certamente haverá crise.

1.A prisão de Afase: comparações com os olhos da inveja
O invejoso não quer um carro igual ao seu. Ele quer o seu carro. O invejoso não quer um cargo igual ao seu. Ele quer o seu cargo. A inveja quase o derruba. Asafe quase cai porque:

a.Porque vê a prosperidade do ímpio sem considerar o caráter espiritual de quem as conquistou (v.2-9)
A crise de Afase se dá porque ele não está considerando o caráter destas pessoas, mas o que elas possui. Seus olhos se deleitaram nos bens materiais do ímpio. Entretanto, a pergunta para reflexão é: Quem são estas pessoas aos olhos de Deus? Ele mesmo as descreve como arrogantes e perversos. Isaías 11:3 dirá: “Deleitar-se-á no temor do Senhor; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos.”. A bem da verdade é que toda vez que você fizer comparações com as pessoas sem considerar como Deus as vê, se porá em lugares escorregadios. Deus não está considerando o valor de alguém por suas posses, mas por seu caráter. Elas podem ser vistas como prósperas, mas como Deus as vê? Deus os vê como soberbos e violentos (v.6), maliciosos (v.8) e desbocados (v.9) e ainda assim são paparicados (v.10). Você se compara e se questiona por todo esforço e por viver certinho. Se você comparar por esse padrão, você se sentirá injustiçado por Deus.

b.Porque contrasta a prosperidade do ímpio com suas próprias dificuldades (v.12; 14)
Asafe compara e diz: “Os ímpios estão com tudo: alcançam o sucesso e a riqueza.” Em contrapartida – “Eu, um vendaval de má sorte, foi isso – um tapa na cara toda vez que eu saía pela porta.” Pago minhas contas direitinho, mas só me prejudico. Asafe invejava a saúde dos ímpios (v.4-5). Asafe invejava a popularidade que a maldade dava a eles (v.10). A bem da verdade é que toda vez que você fizer comparações de suas dificuldades com a prosperidade do ímpio, se colocará em lugares escorregadios.

c.Porque em contraste com a prosperidade do ímpio considera a fidelidade inútil (v.13)
Que crise terrível e perigosíssima de fé. Ele pensa egoisticamente dizendo que perdeu tempo jogando conforme as regras e se pergunta: “O que ganhei com isto?” De que me valeu orar, jejuar, me consagrar, ser fiel dizimista e ir aos cultos? Esse é o ponto chave me minha opinião. Quando fazemos juízo de valor daquilo que é eterno com coisas passageiras. Nos colocamos em lugares escorregadios quando os princípios eternos são comparados com coisas passageiras da vida e duvidamos da fidelidade de Deus conosco. Aqui se revela todo o caráter de Asafe. Ele servia a Deus para se dar bem e não por amor e desejo de um relacionamento íntimo e sincero com Ele.

A transição
A transição na vida de Asafe vai se dar no versículo 17 definido pela palavra até. E o motivo pelo qual Asafe não vai cair está no verso 23 que diz: “Tu me seguras pela minha mão direita.”

2.A libertação de Asafe: comparações com os olhos de Deus
Asafe passa a enxergar a verdade. Ele recebe uma iluminação em sua mente neste processo de crise. Como Asafe vai vencer essa crise? Asafe começa a ver com os olhos da revelação e:

a.Ele rompe com esse egoísmo (v.16)
A iluminação não era mental, mas moral porque ele se vira contra o egoísmo e a auto-compaixão. Ele deixa de se ver como coitadinho. O grande problema de Afase como eu já mencionei era seu EU. Porém, ele olha para a família da fé (v.15) e tem um choque de realidade. “Perae! Tem algo mais sublime que eu não estou considerando aqui. Um valor maior do que esses valores mundanos.”

b.Ele se volta para o próprio Deus (v.17)
Asafe deixa de tratar Deus como objeto e para de especular as ações de Deus para com Ele e então o adora. Se voltar para Deus significa ter clareza de propósito e destino. Ver Deus como Ele realmente é enche o nosso coração de temor e nos revela a brevidade da vida. Há dois textos que enchem o meu coração: “Olhai para mim e sede salvos.” Isaías 45:22 e “Olharam para Ele e foram iluminados; e os seus rostos não ficaram confunidos.” Salmo 34:5.

c.Ele vê todo o pivô de sua crise com os olhos de Deus (v.17)
Quem é o pivô de sua crise? A prosperidade dos ímpios. Como é ver com os olhos de Deus? Ele vê o fim deles. Estes homens que vivem de momento terão seu futuro desmontado em razão do modo de viver deles. Ou seja, “vocês querem viver na maldade, então o fim é a rejeição pessoal da parte de Deus(v.18; 20). Ainda vendo com os olhos de Deus, Asafe vê a perspectiva da eternidade (v.24). É pura graça de Deus! Não devemos avaliar o amor de Deus e as benesses de Deus somente em termos materiais. Devemos ser gratos porque Deus tem segurado em nossas mãos todo o tempo.

d.Ele apresenta genuínas evidências de arrependimento (v.21-22)
Ele estava sufocado e triste consumido pela inveja. Veja irmãos que aqui está a sutileza de satanás, o enganador. Ele fez com que Eva enxergasse o Paraíso como algo inferior tentando-a a algo maior do que o próprio Paraíso. Ele cegou Eva e Adão. Você se lembra que inveja tem a ver em desejar o que o outro tem? Eles desejam ser igual a Deus. Como que Adão e Eva ficassem ressentidos com o que Deus lhes oferecera até o momento e foram roubados da gratidão de viverem a eternidade com Ele. É a mesma coisa que acontece conosco quando caímos na armadilha das comparações. Portanto, Asafe se arrepende de sua ingratidão e de suas grotescas comparações em vista do que Deus era para Ele.

e.Ele se volta para a maior de todas as glórias
Deus é minha segurança – v.23
Deus é meu guia – v.24
Deus é minha glória – v.24
Tendo a Ti, nada mais desejo na terra – v.25 – Equivale a “Viver para mim é Cristo”


Conclusão – A verdadeira comparação é – v.27-28

Rodrigo Rodrigues Lima
Pastor

domingo, 5 de junho de 2016

Crise - No vale de ossos secos - Ezequiel 37:1-14

Crise - No vale de ossos secos
Ezequiel 37:1-14

Graça e paz irmãos e irmãs em Cristo. A partir de hoje estamos iniciando uma série de mensagens sobre princípios espirituais para tempos de crise. Entretanto, não entendo apenas de falarmos sobre crise financeira, mas ampliarmos o assunto. Deus está nos preparando para uma grande colheita. Precisamos de uma igreja fortalecida e preparada para receber as vidas que Deus enviará.
O texto que lemos faz parte dos oráculos finais de Deus (capítulos 33 a 48) correspondentes aos primeiros 16 dos 70 anos em que o povo de Judá se encontraria em cativeiro babilônico.
O cativeiro babilônico era um tempo de crise com um propósito, o propósito de levar Judá a reconhecer a Deus e Dele depender. Deus tem nos chamado nos últimos domingos à dependência e à fé. Acredito firmemente que a crise é uma grande ação de Deus para promover um grande avivamento em nossas vidas. Todos os avivamentos na história foram precedidos por períodos de crise em diversos aspectos, tanto na sociedade quanto na igreja. Deus quer mover-se sobre a igreja, num povo santo e dependente, cheio do Espírito Santo, mas antes, muitos são levados ao vale de ossos secos. Tenho certeza que há pessoas aqui se veem como esses ossos, secos na fé, secos na sua vida devocional, secos no seu ministério, secos e sem esperança diante do cemitério em que se encontra o lar, o trabalho e os sonhos. Deus quer nos fazer sair da sepultura e tirar de lá tudo o que as inquietações e falta de foco em Cristo tem enterrado.

1.Deus nos chama à solitude com Ele (v.1)
Deus veio sobre o profeta e o levou em Espírito ao meio do vale. Este foi o mover do Espírito para revelar ao profeta a situação e solução daquela nação. O primeiro passo para discernir a crise é ser movido pelo Espírito de Deus e para isso se faz necessário tempo com Deus. Não existe mover espiritual sem tempo com Deus. Habacuque, diante da eminente crise, se pôs na torre de vigia (Habacuque 2:1). Muitos se queixam em suas casas diante da crise, mas não se põe na torre de vigia. Quando Jesus morre, seus discípulos se dispersam e sete deles resolvem pescar voltando a jogar a rede do errado (João 21:6). Há alguns aqui que estão indo em direção ao cemitério para suas sepulturas e há outros que Deus quer tirar da sepultura. Na crise é tempo de falar (orar) e ouvir (meditar/silêncio). Meu testemunho 21/08/2014.

2.Deus nos chama a encarar a crise como ela realmente é (v.2)
“Ossos sequíssimos”. Amados irmãos e irmãs não podemos fechar os olhos. Devemos ver a situação como ela realmente é e como Deus a vê. A derrocada de Judá foi não encarar a realidade como realmente ela é. Jeremias, contemporâneo mais velho que Ezequiel teve de enfrentar um falso profeta chamado Hananias. O povo já em cativeiro, Hananias profetizava: “Quebrei o jugo do rei da Babilônia. Dentro de dois anos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os utensílios da Casa do Senhor, que daqui tomou Nabucodonosor, rei da Babilônia, levando-os para a Babilônia.” (Jeremias 28:2-3), entretanto, Jeremias, encarando a realidade com os olhos de Deus disse a Hananias: “O Senhor não te enviou, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras. Pelo que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de sobre a face da terra; morrerás este ano, porque pregaste rebeldia contra o Senhor(Jeremias 28:15-16). Onde é a tua crise? Vendo o problema sabemos como resolvê-lo, pois, a realidade vai pedir soluções. Lá em Juízes 6, quando os midianitas oprimiam os israelitas sob a permissão de Deus por terem feito o que era mau perante o Senhor, Gideão se lamentava questionando a Deus o porquê daquele mal (Juízes 6:13). Quando Gideão passa a encarar a crise como ela realmente era e percebe que o povo tinha trocado Deus por Baal, ele destrói o altar de Baal (Juízes 6:25; 27) e o Espírito de Deus revestiu Gideão (Juízes 6:34) e com 300 homens (Juízes 7), ele vence aquela situação. Precisamos nos aproximar de Deus e ver a nossa crise com os olhos de Deus. Tem pessoas na sepultura por falta de perdão, por falta de fé, por causa do pecado, por causa da falta de posicionamento, por não ter priorizado o Senhor. Encare sua situação, reconheça o que tem lhe secado os ossos porque hoje Deus quer lhe dar vida!

3.Deus espera que sejamos dependentes Dele (v.3-7)
I.Só se deve agir pela dependência de Deus. (v.3) A crise leva muitas pessoas à impulsividade. Deus pergunta ao profeta, e aqui Ele é chamado filho do homem, isto é, o Criador pergunta ao ser humano. A resposta é sábia: “Senhor Deus, tu o sabes.” Vemos um diálogo entre Deus e o profeta. O diálogo entre Deus e o homem se chama oração. Só posso falar o que Deus falar.
II.Só se deve falar o que Deus disser. (v.4-6) Em tempos de aflição a Palavra de Deus deve ser a âncora meus irmãos. Só se tem esperança estando fundamentado na Palavra e se posicionando na Palavra. A crise, quando não fruto de pecado e rebeldia, é oportunidade para fortalecimento da nossa fé e convicção na Palavra de Deus. Jesus provado no deserto venceu-a pela Palavra. Preste atenção: Só posso fazer o que Deus mandar eu fazer. Pergunto: Você tem uma Palavra de Deus para o que está fazendo hoje no meio da crise? Pergunto: Será que a crise não é fruto talvez por não ter dado ouvidos aos mandamentos da Palavra de Deus? Não comece nada que Deus não mandou você começar. Seja Jeremias, seja Ezequiel, mas não seja Hananias.
III.Nunca diga nada diferente do que Deus disse (v.7) Deus é perfeito e não erra nunca. Não duvide da direção de Deus. Não seja rebelde! É melhor estar no barco em meio à tempestade do que em alto mar em direção à Társis como Jonas.

4.Deus nos mostra que sua Palavra é poderosa e faz barulho (v.7-8)
Ah amada igreja! Não entendemos o agir de Deus e o barulho que se faz, mas devemos perseverar na Palavra do Senhor. Barulho = situações que não entendemos. “Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas...” (Salmo 29:3-11). Paulo e Silas estavam na prisão e Deus bradou naquele lugar! Houve um terremoto e gerou salvação. Vá até o final sobre a poderosa Palavra do Senhor. Deus quer juntar os ossos. Ele levanta o caído! Ele dá vida! Ele refaz seu ministério, seu coração ferido, seu lar, sua esperança! Ele é o Senhor!

5.Deus tem um propósito de revitalizar você (v.8b)
“Mas não havia neles o espírito”. Aqui se trata e vitalidade. É um grande problema quando se perde o vigor, a vitalidade, a esperança. Uma criança é cheia de espírito, isto é, é cheia de vida. Uma pessoa espirituosa é uma pessoa cheia de vida. Judá havia perdido sua vitalidade com o cativeiro. O cativeiro, a crise rouba o vigor. Mas, quero que saiba que até na crise há um propósito. Perceba que Deus só vê um grande exército quando há espírito nele. Deus viu aquele cemitério de ossos secos como um exército numeroso.
Amada igreja, Deus quer revitalizar a nossa alma, a nossa fé, a nossa esperança, a nossa alegria em meio à crise. Deus quer que sejamos cheios da Sua Vida! Este dia é dia de restauração!

Rodrigo Rodrigues Lima
Pastor